A história dos cosméticos!

Repensar o uso dos produtos de cosmética e higiene pessoal.

Vou lançar-te um desafio: Vai buscar um produto de higiene pessoal ou de cosmética que tenhas na tua casa de banho. Abre o computador, e no motor de busca do google escreve um dos palavrões que encontras no rótulo do produto. O que te diz? Surpreendido? São nomes estranhos, bizarros e até difíceis de pronunciar e de decorar. A tua pesquisa relaciona a substância com alguma doença? Esses palavrões são substâncias químicas, que são usualmente adicionadas aos produtos de cosmética, e que permitem não só prolongar o seu tempo de vida, mas também dar-lhes cor, cheiro, textura, fazer espuma, etc. Alguns não representam perigo para a nossa saúde, mas outros são extremamente nocivos. Apesar da capacidade dos diferentes químicos de síntese penetrarem a pele, que é o maior órgão do nosso corpo, ser variável, e de estarem incluídos em maior ou menor quantidade nos diferentes cosméticos convencionais, é o efeito cumulativo, decorrente da utilização de vários destes produtos, diariamente, que potencia os riscos associados à sua utilização. 
Quando iniciei o meu percurso num mundo de escolhas mais conscientes fui também em busca de informação sobre aquilo, que até então tinha feito parte do meu quotidiano de higiene pessoal e cosmética. Fiquei tão alarmada quanto tu certamente! É normal sentirmos este choque, pois aquilo que descobres é impactante e até difícil de digerir. Afinal, nem tudo o que nos colocam à disposição é seguro. 
Em simultâneo, parti em busca de produtos de higiene e cosmética que se enquadrassem em valores mais éticos e sustentáveis, e que acima de tudo, não intoxicassem o meu corpo e o da minha família. Percebi rapidamente que a indústria da cosmética e de produtos de higiene convencionais está tão enraizada nas nossas vidas, que nem nos atrevemos a questionar o seu uso. 
Existem muitas substâncias que estão legalizadas, mas que até à data foram pouco estudadas e por isso pouco se sabe sobre as suas consequências a longo prazo. Apenas 10% das 80,000 substâncias químicas catalogadas na indústria de cosméticos foram testadas para a segurança de uso em humanos.
Ver fora da caixa exige alguma dedicação, e ser-se curioso o suficiente para procurar informação adicional ao que vem na parte de trás dos rótulos dos produtos, exige uma atitude de comprometimento com um desvendar de uma história que até então tinha sido contada apenas por uma personagem.
Está ao alcance de todos criar o hábito de ler a lista de ingredientes que consta nos rótulos dos produtos, conhecer a lista de ingredientes duvidosos e evitá-los, através da aquisição de produtos naturais e biológicos, devidamente certificados. Aqui, também é importante reconhecer os selos de certificação usados para as certificações externas, requeridas pelas marcas, que asseguram ao consumidor a qualidade dos produtos, e que um conjunto de regras e boas práticas são cumpridas.
Ao leres os rótulos dos cosméticos tem em atenção que os ingredientes estão ordenados por ordem decrescente, ou seja, os que estão no topo da lista são os que se encontram em maior quantidade no produto.
Para fazeres escolhas mais conscientes, e de bem com o teu organismo, é imperativo optares pela escolha de produtos de cosmética e higiene pessoal compostos por ingredientes naturais, e que poderão ser de fabrico artesanal, e sem dúvida, preferencialmente, biológicos. Neste novo mundo também existe muita informação a descodificar. Aconselho a lerem bem os rótulos dos produtos que se intitulam de naturais, pois neste mercado ainda não existe uma legislação rigorosa que regule e controle nomes e títulos. Até há bem pouco tempo, uma grande percentagem da população achava que os produtos que as empresas lançavam no mercado era completamente seguro e que nunca poderiam conter componentes que pudessem vir a ser prejudiciais para a saúde. Contudo, a história prova isso mesmo, isto é, que existem ingredientes nocivos nos produtos que se julgavam seguros, mas que com o decorrer do tempo provas em contrário surgiram. Um exemplo disso são os parabenos, que são conservantes químicos, possivelmente ligados ao desenvolvimento do cancro e outros malefícios no ser humano.
São diversos os ingredientes polémicos, aos quais estamos expostos, e que integram produtos comuns como os champôs, desodorizantes, pasta de dentes… entre outros.
Existe uma crescente preocupação em saber exatamente aquilo que colocamos na nossa pele e no nosso corpo, em saber quais os ingredientes que compõem os cosméticos e quais as suas repercussões a longo prazo.
Os mercados existem e fazem-se através de nós, consumidores. Vendo bem, está nas nossas escolhas individuais, grandes rumos e decisões coletivas. Para, pensa conscientemente e escolhe. Até Já!

Admin

Patrícia Azevedo. Partilha da visão: SER a mudança que queremos ver no mundo e da paixão pelo poder curativo da natureza criou o projeto Green Diamond. Projeto abrangente que engloba a sua seleção de produtos naturais/bio, a partilha de conhecimentos através de workshop e palestras e a criação de conteúdos. Formada em Medicina natural. Tem como especialidades: fitoterapia, aromaterapia e terapia floral.

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